o CALANGO BAILA se transforma. Em quê? Ainda estamos por descobrir. Bicho em estado de encantamento, atravessando espirais, setas, palavras e cores. Corpos.código em travessia, carregando grafismos adinkras reinventados (memória africana fazendo login na pintura e virando linguagem viva). O preto é luz, guarda a ancestralidade. O verde finca o pé no chão e abre a mata do pensamento. O azul dá respiro à travessia.
Entre adaptar, resistir e seguir, o bicho ensina sua ciência miúda: mudar de pele também é uma forma de permanecer. Pop, ritual, brincadeira séria. Rua, terreiro, África, quintal e Brasil (ou melhor:Brasis). Aqui, o calango inventa seu passo e descompasso, porque ser alegre e colorido também é resistência e revolução. O corpo vira linguagem, a cor vira protocolo via Deus e o salto vira pensamento. É malemolência tupiniquim. É bicho dando sinal: Pintura em estado de floresta conectado ao roaming entre galáxias.
Texto e Estampa de Auíri Tiago
@auiri